Depois de uma noite tranquila de raclette, quase sempre sobram coisas. Umas fatias pequenas de queijo, duas ou três batatas, algumas tiras de fiambre, talvez ainda uns cornichons. Para repetir um raclette não chega, mas deitar fora é um desperdício. É precisamente aqui que entra uma ideia simples: transformar a confusão do frigorífico num prato de forno realmente apetitoso - sem grandes trabalhos, sem ingredientes complicados.
Porque é que, depois do raclette, fica tanta coisa no frigorífico
Em muitas famílias, raclette é sinónimo de “mais vale sobrar do que faltar”. Ninguém quer que alguém saia da mesa com fome. Por isso, leva-se mais um pacote de queijo, mais uma rede de batatas, ainda outra variedade de enchidos, só para garantir. No fim da noite, toda a gente está satisfeita - mas no frigorífico ficam caixas meio cheias empilhadas.
O problema é que estas sobras são pouco práticas. Aqui um punhado de tiras de queijo, ali duas batatas, acolá uma embalagem aberta de bacon. Para um prato completo parecem insuficientes; para um lanche, muitas vezes, dão demasiado trabalho. Resultado: acabam no fundo do frigorífico e deixam de ser lembradas.
"Estas sobras dispersas acumulam-se depressa - e são deitadas fora em silêncio demasiadas vezes."
Ainda há um efeito psicológico: batatas já cozinhadas e frias, ou queijo que secou ao ar, não parecem muito apelativos à primeira vista. Diz-se a si mesmo que “amanhã trato disto”. Um ou dois dias depois, a vontade desaparece - e o saco do lixo agradece.
Desperdício alimentar: o que acaba mesmo no caixote
No caso das sobras de raclette, raramente se trata de quantidades insignificantes. Sobretudo o queijo e as batatas pesam bastante. Quem deita tudo fora por não ter ideia de como aproveitar o que sobrou acaba, ao longo do inverno, por desperdiçar rapidamente várias centenas de gramas de alimentos perfeitamente bons.
E não é apenas dinheiro que se perde. Queijo, enchidos e batatas implicam consumo de água, energia, ração, e transporte. Muitas vezes acabam no contentor depois de uma única noite, quando podiam brilhar sem problema uma segunda vez. De França vem uma estimativa: com um aproveitamento pensado, num serão de raclette conseguem-se salvar à vontade cerca de 350 gramas de comida - por cada vez.
Quando se faz as contas, percebe-se: vale a pena ter um plano para o “dia seguinte”. Sobretudo quando já se está cansado e não apetece enfrentar um menu trabalhoso.
A solução mais simples: cortar tudo e fazer um prato de forno
A ideia, no fundo, é surpreendentemente básica: cortar todas as sobras em pedaços pequenos e colocá-las numa única travessa de forno. Não há receita complicada nem preocupação estética - é cozinha prática, pura e dura.
Como fazer o gratinado de sobras de raclette, passo a passo
- Batatas: cortar as batatas já cozidas em cubos grandes.
- Queijo:
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