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Colagénio alimentar: o que acontece após ingerir e 5 alimentos de origem animal

Pessoa a comer sopa numa mesa com frango assado, peixe, ovos e frutas frescas num ambiente luminoso.

O colagénio alimentar encontra-se sobretudo na pele, nos ossos, nas cartilagens e nos tecidos conjuntivos dos animais. Quando é consumida, esta proteína é desdobrada durante a digestão em aminoácidos e pequenos péptidos, que o organismo pode aproveitar na renovação de vários tecidos - incluindo a pele.

O que acontece com o colagénio depois de ser ingerido?

O organismo não leva o colagénio directamente do prato para a pele. Ao longo do processo digestivo, a proteína é fragmentada, fornecendo principalmente glicina, prolina e hidroxiprolina. Esses componentes passam a integrar o conjunto de nutrientes disponíveis para o corpo produzir o seu próprio colagénio.

  • O colagénio é degradado durante a digestão;
  • Os aminoácidos são absorvidos no intestino;
  • O organismo determina onde usar esses componentes;
  • A pele não recebe todo o colagénio consumido;
  • A vitamina C, as proteínas e os minerais também participam na síntese.

Quais são os cinco alimentos de origem animal com colagénio?

As fontes mais concentradas tendem a ser partes do animal ricas em tecido conjuntivo. Entre as escolhas alimentares estão o caldo feito com ossos e cartilagens, a pele de frango, o peixe consumido com pele, cortes de bovino mais fibrosos e a gelatina sem sabor.

Não há uma classificação universal que defina qual deles tem sempre o teor mais elevado. A quantidade pode variar consoante o corte, a espécie, o processamento, o tempo de cozedura e a proporção que é efectivamente consumida.

Como cada alimento pode entrar na alimentação?

As cinco fontes de colagénio não são todas iguais. Algumas fazem parte de refeições completas, enquanto outras são usadas sobretudo como ingrediente e não fornecem, por si só, todos os aminoácidos essenciais típicos de uma proteína com maior qualidade nutricional.

  • Caldo de ossos: pode conter gelatina e aminoácidos libertados durante a cozedura, mas a concentração oscila bastante;
  • Pele e cartilagem de frango: são ricas em tecido conjuntivo, embora a pele também possa aportar uma quantidade elevada de gordura;
  • Peixe com pele: fornece colagénio marinho, além das proteínas presentes na carne;
  • Músculo, pá e outros cortes mais fibrosos: incluem tendões e componentes conjuntivos que amaciam em cozeduras prolongadas;
  • Gelatina sem sabor: é obtida a partir de colagénio animal processado e pode ser utilizada em preparações doces ou salgadas.

Por que combinar essas fontes com vitamina C?

A produção natural de colagénio depende de várias etapas e de diferentes nutrientes. A vitamina C actua como cofactor de enzimas envolvidas na estabilização das fibras, motivo pelo qual uma deficiência grave deste nutriente prejudica os tecidos conjuntivos.

Citrinos, goiaba, acerola, kiwi, morangos, pimento e brócolos podem acompanhar refeições com proteínas animais. Estes vegetais não oferecem colagénio pronto a usar, mas fornecem componentes relevantes para que o organismo consiga produzir e manter as suas próprias estruturas.

Comer esses alimentos garante uma pele mais firme?

Nenhum alimento, por si só, é capaz de travar rugas, flacidez ou outras alterações naturais da pele. A idade, a exposição solar, o tabagismo, o sono, a alimentação no seu conjunto e a genética também influenciam a produção e a degradação do colagénio. Mesmo estudos com péptidos concentrados mostram resultados variados e não devem ser extrapolados automaticamente para alimentos comuns.

Estes alimentos podem contribuir com proteínas e aminoácidos no contexto de uma alimentação equilibrada, mas não é necessário consumi-los todos os dias nem em excesso. Há outras opções que ajudam a apoiar a produção natural de colagénio, sobretudo quando a alimentação reúne proteínas variadas, fontes de vitamina C e protecção adequada contra a exposição solar.


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