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Pão de massa mãe vs pão integral: quando cada fatia é melhor

Mãos a partir um pão com sementes, jarra de líquido e prato numa cozinha com luz natural.

Muita gente já riscou o pão branco da rotina, mas acaba por ficar indecisa entre o pão de massa mãe e o pão integral. Ambos têm fama de serem “melhores” - só que no organismo comportam-se de formas bem diferentes. Uma nutricionista explica em que alturas cada fatia é a escolha mais sensata.

Pão de massa mãe: o que a fermentação prolongada faz no corpo

O pão de massa mãe é feito através de uma fermentação natural de farinha e água. Nesse processo, bactérias do ácido láctico e leveduras trabalham na massa durante muitas horas. Esse tempo de espera, aparentemente discreto, altera o pão de maneira significativa.

"A fermentação longa degrada componentes difíceis de digerir, melhora a tolerância e reduz o impacto no açúcar no sangue - sem que tenha de comer menos."

Digestão: porque estômagos sensíveis costumam preferir massa mãe

Durante a fermentação, os microrganismos vão “roendo” os chamados fitatos. Estes compostos das plantas podem ligar-se a minerais como ferro, zinco ou magnésio. Quando são parcialmente degradados, esses minerais ficam mais disponíveis para o organismo.

Ao mesmo tempo, a estrutura do amido também se modifica. Uma parte dos hidratos de carbono é consumida pelos próprios microrganismos. Por isso, a massa não só ganha mais aroma como, em muitos casos, se torna mais fácil de tolerar. Muitas pessoas que sentem gases ou sensação de enfartamento depois de comer pão adaptam-se bastante melhor ao pão de massa mãe.

Açúcar no sangue: porque a fatia entra mais devagar na corrente sanguínea

Os ácidos produzidos durante a fermentação atrasam a absorção do açúcar no intestino. Isso ajuda a que o açúcar no sangue suba de forma mais estável.

  • Menos picos rápidos de açúcar no sangue
  • Sensação de saciedade por mais tempo

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