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Paysan Breton entra nos iogurtes frescos com embalagens familiares

Mulher e criança a colocar frutos vermelhos em iogurte natural em tigelas na mesa de cozinha.
Neste artigo
  1. Uma marca tradicional alarga a presença nos refrigerados
  2. Sete novidades e o fim dos copos pequenos
  3. Do natural aos frutos: os sabores dos novos iogurtes Paysan Breton
  4. Porque chega agora esta aposta aos refrigerados
  5. Benefícios concretos para os consumidores
  6. O que ter em conta ao comprar embalagens grandes de iogurte

Uma conhecida marca de manteiga está a agitar as rotinas da secção de refrigerados com uma decisão que muitos admiradores não esperavam.

Quem, até agora, pegava automaticamente na conhecida manteiga da Bretanha vai em breve encontrar a marca numa zona bastante diferente do supermercado. A Paysan Breton, há anos associada à manteiga e aos produtos lácteos tradicionais, entra no competitivo segmento dos iogurtes frescos e do queijo fresco batido, com uma proposta que pretende distinguir-se da oferta uniforme dos refrigerados.

Uma marca tradicional alarga a presença nos refrigerados

A Paysan Breton é uma referência nas prateleiras de lacticínios em França, sobretudo graças à manteiga e às natas. Agora, a marca pretende tirar partido da confiança conquistada para abrir uma nova etapa: uma gama completa de iogurtes frescos e queijo fresco batido para a área dos produtos ultrafrescos.

Cerca de 18 milhões de lares já conhecem a marca - e essa confiança deverá agora estender-se aos iogurtes e ao queijo fresco batido.

Esta entrada assenta numa estratégia definida. A marca quer criar novas oportunidades de escoamento para as explorações leiteiras da Bretanha e demonstrar, ao mesmo tempo, que “simples” e “moderno” não são conceitos incompatíveis. A proposta baseia-se em três compromissos:

  • listas de ingredientes claras e curtas, sem aditivos;
  • leite de origem bem identificada - explorações agrícolas bretãs;
  • embalagens maiores para famílias, em vez de inúmeras doses individuais.

Segundo a direção de marketing, a equipa trabalhou durante dois anos nesta nova gama. O objetivo é disponibilizar produtos deliberadamente afastados dos iogurtes demasiado aromatizados e muito processados, aproximando-os novamente da ideia clássica de um “produto lácteo da quinta”.

Sete novidades e o fim dos copos pequenos

A marca chega às prateleiras com sete produtos logo no lançamento. Com esta aposta, entra diretamente em concorrência com os líderes já estabelecidos e deixa claro que não se trata de uma experiência passageira, mas de uma entrada assumida no segmento.

Tipo de produto Característica
Iogurte de leite inteiro com natas adicionais para uma textura cremosa
Queijo fresco batido vários teores de gordura, adequado como base para pratos doces e salgados
Todas as variedades embalagens grandes, pensadas para quatro a seis porções

A maior rutura com o habitual é a ausência de pequenos copos individuais. A Paysan Breton aposta exclusivamente em formatos familiares. A lógica é reduzir os resíduos de embalagens, incentivar o consumo partilhado a partir da mesma embalagem e evitar produtos que ficam esquecidos no frigorífico depois de parcialmente consumidos.

Embalagens grandes em vez de minidosis descartáveis - a marca quer alterar deliberadamente os hábitos de consumo na secção de refrigerados.

Num segmento em que os supermercados disponibilizam centenas de iogurtes individuais coloridos, esta abordagem destaca-se. A marca apresenta-se intencionalmente como uma “alternativa” às constantes edições limitadas e às imitações de sobremesas.

Do natural aos frutos: os sabores dos novos iogurtes Paysan Breton

Ao nível do sabor, a Paysan Breton segue uma linha mais simples e tradicional. O destaque vai para três variedades, todas produzidas com leite inteiro e natas adicionadas:

  • Natural: iogurte suave, de textura cremosa e sem adição de açúcar;
  • Baunilha com baunilha Bourbon: doçura discreta e um sabor clássico para toda a família;
  • Frutos vermelhos: com morango, framboesa e amora-preta, com um perfil frutado marcado e sem aromas adicionados.

O iogurte natural foi claramente concebido para utilizações versáteis: ao pequeno-almoço com cereais, num batido ao almoço ou, à noite, como base para molhos ou sobremesas. A opção de baunilha destina-se a crianças e a quem prefere algo mais doce, mas sem excesso de açúcar. Já o iogurte de frutos aposta mais na presença de fruta verdadeira do que num “aroma a pastilha elástica”.

Também no queijo fresco batido, a marca mantém uma abordagem clássica. Os produtos podem ser usados tanto em bowls doces com fruta e mel como em preparações salgadas, por exemplo queijo fresco batido com ervas para acompanhar batatas assadas ou como base para molhos.

Lista curta, mensagem clara

O centro da proposta é a facilidade de compreensão da receita. As listas de ingredientes são deliberadamente reduzidas, e a marca dispensa por completo corantes e conservantes. Desta forma, a Paysan Breton responde ao desconforto frequente de muitos consumidores que se sentem perdidos, na secção de refrigerados, entre números E e aromas artificiais.

Poucos ingredientes, muita transparência - é assim que a marca pretende voltar a aproximar os consumidores das explorações leiteiras.

De acordo com a empresa, o leite vem diretamente de explorações da Bretanha com as quais mantém relações estáveis há anos. Esta valorização da origem pretende gerar confiança na prateleira e diferenciar claramente os produtos das marcas próprias anónimas e dos iogurtes de baixo preço.

Porque chega agora esta aposta aos refrigerados

O mercado dos produtos lácteos frescos enfrenta pressão. Os supermercados de desconto oferecem marcas próprias a preços reduzidos e, em paralelo, muitas pessoas prestam mais atenção ao açúcar, aos aditivos e ao bem-estar animal. Neste contexto, a Paysan Breton procura redefinir o seu papel: deixar de ser apenas uma marca de manteiga para se tornar num fornecedor mais abrangente de produtos lácteos “autênticos”.

A argumentação é a seguinte:

  • Os consumidores confiam em marcas que conhecem há anos.
  • Muitos aceitam pagar um pouco mais por uma origem rastreável e por menos aditivos.
  • As embalagens familiares adequam-se a um quotidiano em que o frigorífico tem sempre produtos-base, como iogurte, queijo fresco batido ou leite.

Há ainda outro fator: uma marca já presente em milhões de lares reduz o esforço necessário para ganhar notoriedade. Pode recorrer a canais de publicidade, espaço nas prateleiras e parcerias comerciais já existentes. É precisamente isso que acontece agora, com o apoio de uma campanha de comunicação de grande alcance.

Benefícios concretos para os consumidores

Para os compradores, a nova gama apresenta várias vantagens tangíveis, caso os produtos também cheguem ao mercado alemão ou se conceitos semelhantes se afirmem nesse mercado:

  • Menos embalagens face a várias doses individuais;
  • Utilização flexível na cozinha e no dia a dia: pequeno-almoço, sobremesas, cozinha e pastelaria;
  • Melhor planeamento, pois uma embalagem grande permite cobrir várias refeições;
  • Maior controlo sobre a doçura, já que o iogurte natural pode ser adoçado a gosto.

Naturalmente, o conceito também tem limitações. Quem consome iogurte apenas ocasionalmente corre o risco de deixar as embalagens grandes estragarem-se. Pessoas que vivem sozinhas ou agregados pequenos terão de planear melhor o consumo. Ao mesmo tempo, coloca-se a questão de saber se, num quotidiano agitado, as embalagens grandes reduzem realmente mais o desperdício alimentar do que as pequenas unidades com doses exatas.

O que esta aposta representa para o setor leiteiro

Há ainda outra dimensão: para os produtores de leite envolvidos, o sucesso de uma gama de iogurtes pode abrir novas perspetivas. Se forem vendidos mais produtos com uma identificação regional clara, aumentam as possibilidades de as indústrias de lacticínios gerarem mais valor e de transferirem, pelo menos parcialmente, essa margem para as explorações.

Em simultâneo, a concorrência intensifica-se. Outras marcas tradicionais poderão seguir o exemplo e lançar os seus próprios produtos frescos “honestos”. Os supermercados terão então de decidir que marcas recebem maior visibilidade - está criado um confronto pelos melhores espaços na secção de refrigerados.

O que ter em conta ao comprar embalagens grandes de iogurte

Quem tiver curiosidade em experimentar embalagens familiares na secção de refrigerados pode seguir algumas regras simples:

  • Depois de aberta, fechar sempre bem a embalagem e guardá-la, de preferência, na zona mais fria do frigorífico.
  • Retirar o produto com uma colher limpa, para impedir a entrada de migalhas ou restos de pão.
  • Verificar o cheiro e a superfície: perante um odor muito ácido ou alterações de cor, o melhor é descartar o produto.
  • Planear especificamente o uso das embalagens grandes, por exemplo para vários pequenos-almoços ou uma sobremesa para convidados.

Os iogurtes mais naturais, sem conservantes, são particularmente sensíveis às variações de temperatura. Deixar a embalagem repetidamente em cima da mesa durante muito tempo reduz de forma significativa a sua conservação. Na prática, compensa colocar uma pequena quantidade numa taça e devolver imediatamente o restante produto ao frio.

Resta saber se conceitos como o da Paysan Breton ganharão, a longo prazo, mais força também na Alemanha. A combinação de origem regional, receitas simples e embalagens de grande formato acompanha várias tendências que se têm vindo a afirmar no comércio há anos. No fim, é a secção de refrigerados que decide: a mão escolhe a dose individual colorida ou a simples embalagem familiar com leite de origem claramente identificada?

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Inês Margarida Correia

Inês Margarida Correia é engenheira alimentar e consultora em processos de panificação e confeção em forno, com especialização em fornos tradicionais e controlo de temperatura e humidade. No sitiodoforno, partilha conhecimento sobre técnicas de cozedura, manutenção de fornos e receitas que valorizam a tradição portuguesa com rigor técnico. Interessa-se particularmente por fermentações, lenha e eficiência energética aplicada à cozinha.

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