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IVDP certificou 104 vinhos vintage 2024, de "qualidade excecional", de 56 produtores

Homem a examinar taça de vinho tinto numa adega com barris e três garrafas numa caixa de madeira.
Neste artigo
  1. Aprovação
  2. Exemplos
  3. Saber mais

Já é oficial: 2024 será proclamado ano vintage global, uma distinção que regressa após sete anos sem ser atribuída. É também a primeira proclamação da década, um marco que a Confraria do Vinho do Porto pretende assinalar com uma cerimónia à altura.

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) certificou 104 vinhos de 56 produtores como sendo de “qualidade excecional”. Para Isabel Marrana, diretora executiva da Associação das Empresas de Vinho do Porto, trata-se de um ano “para ser lembrado”.

Ainda não estão definidos nem a data nem o local da festa, mas Isabel Marrana assegura que terá lugar no segundo semestre. Antes disso, a AEVP irá organizar uma prova reservada aos vinhos vintage 2024, procurando dar maior visibilidade ao resultado alcançado pelos produtores.

As empresas puderam submeter os vinhos à certificação vintage do IVDP entre janeiro e 30 de junho. Cabe ao Instituto comprovar a “excecional qualidade” da colheita e assegurar que o vinho é “retinto, encorpado, de estrutura sólida, com potencial de envelhecimento notável”. Terá ainda de revelar “aromas intensos de fruta preta, notas florais, taninos robustos e grande concentração”.

Aprovação

Este ano, 56 empresas de vinho do Porto obtiveram certificação “vintage” para os seus vinhos. Como cada agente económico pode apresentar várias marcas, a certificação foi atribuída, no total, a 104 vinhos, segundo informação recolhida junto do IVDP.

No último ano declarado vintage, em 2017, foram certificados 112 vinhos de 70 produtores. O próprio IVDP referiu então que se tratou de um “ano de excecional qualidade o que levou a que se efetuasse a maior declaração de vintage até à data”.

Em comparação, 2024 foi um ano de alguma contenção entre os produtores. São as empresas que declaram os seus vinhos, ficando o IVDP responsável apenas pela certificação. Quando existe um número relevante de empresas e vinhos classificados, cabe à Confraria do Vinho do Porto garantir a “celebração”, que funciona como uma ferramenta adicional de marketing para todo o processo e para a região duriense.

Como afirma Isabel Marrana, “quem segue o vinho do Porto vai ficar com mais este ano na memória: 2024 é para ser lembrado, porque todas as casas certificadas têm muita, muita qualidade”.

A título de referência, dados do Instituto da Vinha e do Vinho indicam que, em 2024, foram produzidos no Douro 1,634 milhões de hectolitros de vinho, considerando todos os tipos da região. Foi o maior volume de produção desde 2019. A nível nacional, o ano ficou ainda marcado pela chegada de Luís Montenegro ao Governo e pela eleição de António Costa para o Conselho Europeu.

Exemplos

Symington
A Symington Family Estates declarou Porto Vintage clássico 2024 em todas as suas casas: Dow's, Graham's, Warre's, Cockburn's e Quinta do Vesúvio. A empresa juntou ainda três vinhos de produção “extremamente limitada”.

Kopke e Burmester
O Kopke Group anunciou o lançamento de dois Vintage 2024, das casas Kopke e Burmester. Ambos são edições limitadas e destacam-se pela “autenticidade, precisão e longevidade”, bem como pela “harmonia entre maturação e estrutura”.

Sogrape
A Sogrape declarou Porto Vintage 2024 em duas das suas marcas emblemáticas - Porto Ferreira e Sandeman -, como “resultado de uma colheita excecional que deu origem a vinhos de notável estrutura, profundidade e elegância”.

Saber mais

O que é
É considerado o “expoente máximo” da qualidade de um vinho do Porto. Resulta de uvas de uma única vindima e tem de cumprir um “perfil” definido pelo IVDP.

Como se obtém
A certificação pelo IVDP decorre entre janeiro e junho do 2.º ano após a vindima. O vinho envelhece em madeira e é posteriormente engarrafado, podendo evoluir “durante décadas”.

Neste momento

Inês Margarida Correia

Inês Margarida Correia é engenheira alimentar e consultora em processos de panificação e confeção em forno, com especialização em fornos tradicionais e controlo de temperatura e humidade. No sitiodoforno, partilha conhecimento sobre técnicas de cozedura, manutenção de fornos e receitas que valorizam a tradição portuguesa com rigor técnico. Interessa-se particularmente por fermentações, lenha e eficiência energética aplicada à cozinha.

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