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7 dicas para aproveitar melhor os simulados no Enem e vestibulares

Jovem estudante concentrada em caderno de exercícios ENEM, com livros, computador e notas motivacionais na secretária.
Neste artigo
  1. 1. Utilize o simulado para detetar falhas na aprendizagem
  2. 2. Avalie os pontos fortes e as fragilidades
  3. 3. Compare o desempenho com o curso e a universidade pretendidos
  4. 4. Aproveite os erros como oportunidades de aprendizagem
  5. 5. Perceba se a dificuldade está no conteúdo, na interpretação ou no tempo
  6. 6. Realize simulados todas as semanas
  7. 7. Recrie as condições reais da prova

Com a aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e dos exames de acesso ao ensino superior, os simulados assumem-se como uma ferramenta relevante na preparação dos estudantes. Para lá de avaliarem conhecimentos, permitem ao aluno medir o seu desempenho em circunstâncias próximas das que irá encontrar no dia do exame, ajudando-o a familiarizar-se com o modelo, o tempo disponível e a dinâmica de realização.

De acordo com André Ricardo de Castro, diretor do Colégio Fibonacci e autor do Fibonacci Sistema de Ensino, nesta fase os simulados podem ser ainda mais importantes do que a revisão de conteúdos. Com base nos resultados, o estudante consegue reconhecer as suas dificuldades e orientar o estudo para os aspetos que ainda necessita de desenvolver.

Em seguida, o especialista partilha algumas recomendações para tirar melhor partido dos simulados e obter bons resultados no Enem e nos exames de acesso ao ensino superior. Veja quais são.

1. Utilize o simulado para detetar falhas na aprendizagem

Na fase final de preparação para as provas de acesso ao ensino superior, uma das principais funções do simulado é revelar os conteúdos que o estudante ainda não domina. “Mesmo que se esteja a preparar desde o início do ano, pode haver um conteúdo específico que ainda não domine”, explica André Ricardo de Castro. Além disso, os simulados ajudam a treinar a gestão do tempo de prova, sobretudo em exames longos como o Enem, nos quais é essencial administrar o período disponível.

2. Avalie os pontos fortes e as fragilidades

O resultado do simulado deve servir para perceber em que áreas o estudante obtém bons resultados e em quais necessita de investir mais. “Um aluno que já tem um bom desempenho a Matemática e o mantém, na reta final já não precisa de se dedicar tanto a esse conteúdo, devendo dar prioridade às áreas em que não se sente tão seguro”, afirma o especialista.

3. Compare o desempenho com o curso e a universidade pretendidos

É igualmente essencial perceber se o resultado obtido no simulado é suficiente para atingir o objetivo definido pelo estudante. “Existem vários cursos e universidades, e cada um tem um nível de exigência e características próprias. Por isso, através do simulado, o estudante deve avaliar o resultado alcançado e, se não for suficiente, perceber porque não está a obter o desempenho esperado”, orienta o educador. Segundo o especialista, esta análise pode ajudar a perceber se a dificuldade está ligada a um conteúdo concreto ou a uma determinada área do conhecimento.

4. Aproveite os erros como oportunidades de aprendizagem

Reconhecer uma fragilidade apenas é útil se o estudante usar essa informação para evoluir. Por essa razão, os resultados dos simulados devem orientar o plano de estudo. “Identifica-se o ponto fraco e consegue-se trabalhar para o superar. Ainda vai a tempo”, explica.

No caso dos estudantes com elevado desempenho, André Ricardo de Castro salienta que não devem deixar nenhuma área do conhecimento com resultados muito baixos. “Este estudante deve ter em conta que, se surgir uma questão difícil, terá de saber por onde começar”, afirma.

5. Perceba se a dificuldade está no conteúdo, na interpretação ou no tempo

O desempenho no simulado também pode ajudar o estudante a identificar a origem dos erros. Segundo o especialista, a primeira avaliação deve ter em conta o resultado global. Caso a nota ou pontuação seja boa e esteja acima do objetivo, a recomendação passa por continuar a praticar a gestão do tempo até à prova.

Em contrapartida, se o resultado for fraco numa área específica do conhecimento, poderá existir uma falha de aprendizagem. “Se for em Ciências da Natureza, Ciências Humanas ou Matemática, então existe uma lacuna de aprendizagem”, explica.

Quando as últimas perguntas respondidas são as que concentram mais erros, o problema pode estar na gestão do tempo.

6. Realize simulados todas as semanas

Para André Ricardo de Castro, o mais indicado é fazer simulados semanalmente na reta final da preparação. Esta regularidade permite ao estudante acompanhar a sua evolução e reconhecer os aspetos que exigem trabalho durante esse período.

7. Recrie as condições reais da prova

Para que o simulado cumpra verdadeiramente o seu propósito, deve ser realizado em condições idênticas às da prova. “O simulado tem de ter exatamente o mesmo formato, quer em termos de tempo, quer na distribuição dos conteúdos e no respetivo grau de complexidade”, refere o especialista.

O estudante deve também realizar o teste num local reservado e sem interrupções. O objetivo é reproduzir o contexto da avaliação oficial. “Se a prova que vai realizar apenas permite o uso de caneta, tem de fazer o simulado apenas com caneta. Se a prova não permite ir à casa de banho na primeira parte, não vá à casa de banho na primeira hora.”

Na perspetiva de André Ricardo de Castro, nesta etapa da preparação os simulados podem ter um papel central no estudo. “Ao identificar um ponto fraco, volte à matéria e dedique-se especificamente a esse aspeto. Estas avaliações têm de ter uma função concreta: identificar como o aluno pode melhorar num curto intervalo de tempo”, conclui.

Por Vitória João

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Inês Margarida Correia

Inês Margarida Correia é engenheira alimentar e consultora em processos de panificação e confeção em forno, com especialização em fornos tradicionais e controlo de temperatura e humidade. No sitiodoforno, partilha conhecimento sobre técnicas de cozedura, manutenção de fornos e receitas que valorizam a tradição portuguesa com rigor técnico. Interessa-se particularmente por fermentações, lenha e eficiência energética aplicada à cozinha.

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