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Tasca da Corujeira: a nova vida da tasca de Campanhã, no Porto

Grupo de pessoas a jantar num restaurante português com pratos tradicionais e vinho tinto.

É na Praça da Corujeira que, todos os anos, Campanhã se anima com os bailaricos de São João. E é também nesta zona do Porto em franco crescimento que, no final de 2024, abriu portas - em frente ao antigo Matadouro - a Tasca da Corujeira, devolvendo movimento e identidade a um tasquinho que existia ali desde 1935.

Da antiga Tasca do Luís à Tasca da Corujeira

Quando Vítor Santos assumiu o espaço, então conhecido como Tasca do Luís, a intenção foi recuperar o espírito de outros tempos. Para o conseguir, esvaziou e higienizou tudo o que lá estava, com especial atenção aos cachecóis de clubes que ocupavam as paredes. "Isto era apenas para ver futebol e beber cerveja", diz o atual proprietário, que avançou com o negócio assim que soube que a casa estava disponível para trespasse.

A transformação foi rápida: em quatro dias fizeram-se obras, tratou-se da limpeza e reabriu-se como uma verdadeira tasca, tanto no ambiente como na comida. Só que o nome mudaria cinco meses depois, porque Vítor não ficou satisfeito com o que recebeu. "Foi um cliente que me deu a ideia de Tasca da Corujeira." A escolha acabou por encaixar naturalmente: fica na Corujeira, a escassos metros da praça e do jardim com o mesmo nome, e mesmo em frente ao antigo Matadouro de Campanhã - atualmente em obras - de onde vai nascer o polo cultural e empresarial M-ODU, no início de 2027.

A aposta em Campanhã e o futuro do M-ODU

Esta envolvente e a perspetiva de mudança na zona estiveram entre os motivos que levaram Vítor a arriscar, apesar de nunca ter tido um negócio deste tipo. A localização, com o Matadouro a transformar-se e o bairro a ganhar nova vida, reforçou a convicção de que ali havia uma oportunidade.

Petiscos tradicionais feitos em família na Tasca da Corujeira

Do lado da cozinha, a experiência vem de casa: o pai, Faustino Rocha, traz um percurso ligado ao catering e à restauração e é ele quem prepara todos os petiscos tradicionais servidos na tasca. Entre as opções, há sandes de rojão (neste caso, a carne é marinada em Vinho Verde tinto), bifanas, pregos de coração de alcatra, cachorrinhos à moda do Porto, bacalhau frito, rissóis, pataniscas e chouriço assado com vinho e mel.

Em poucos meses, Vítor Santos conseguiu moldar o espaço à ideia que tinha na cabeça. Andou pela Feira da Vandoma e por antiquários à procura de quadros e peças para compor uma parede cheia de referências ao passado, contribuindo para um ambiente mais acolhedor.

A rotina também ajudou a ir afinando pormenores: Vítor alterna dois meses de trabalho em cruzeiros da Disney com dois meses em Portugal e, sempre que regressa, aproveita para melhorar algo na tasca. Além do pai, integram a equipa a irmã Verónica e o irmão Danilo.

A visita de Marcelo e a projeção nas redes sociais

Um dos momentos que mais deu visibilidade ao espaço aconteceu durante uma visita do ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa ao M-ODU. Vítor aproveitou a ocasião, foi cumprimentá-lo e lançou o convite para conhecer a tasca. No fim da visita protocolar, Marcelo atravessou a rua e entrou para beber uma míni, rodeado de jornalistas. Os vídeos espalharam-se nas redes sociais.

Hoje, a clientela não falta - tanto para os petiscos como para o Espadal - desde a hora de almoço até ao final da tarde, quando fecha.

Tasca da Corujeira
Rua São Roque da Lameira, 1507, Porto
Tel.: 935 301 700
Web: instagram.com/tascadacorujeira
Das 11h às 19h, de segunda a sábado
Petiscos desde 1,30 euros; copo de Espadal desde 1 euro

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