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Peixe-baiacu-prateado na Grécia ameaça pescadores e ecossistema marinho

Pescador a segurar um peixe junto a uma caixa com mais peixes no cais, com mar e barcos ao fundo.

A rápida proliferação do peixe-baiacu-prateado está a alterar o litoral da Grécia de forma alarmante. Esta espécie invasora extremamente nociva prejudica gravemente a actividade dos pescadores, o que exige medidas eficazes das autoridades públicas para travar o avanço deste predador e salvaguardar todo o ecossistema marinho.

De que forma o baiacu-prateado prejudica os pescadores gregos?

Os profissionais do mar sofrem diariamente perdas avultadas provocadas por este invasor. O animal rompe com grande facilidade as dispendiosas redes de pesca, destruindo o resultado de semanas de trabalho e devorando depressa todas as valiosas capturas comerciais que encontra nas águas gregas.

O problema tornou-se insustentável em ilhas como Creta, onde a pesca é um pilar da economia local. Sem meios alternativos para defenderem os seus equipamentos, muitos profissionais ponderam abandonar esta actividade tradicional devido aos ataques desta espécie, que se dissemina pelo mar mais quente.

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Que medida foi tomada pelo governo da Grécia?

Para tentar limitar esta grave invasão biológica, as autoridades gregas optaram por intervir através da criação de uma compensação financeira apelativa. O plano prevê o pagamento de um montante para incentivar o controlo deste animal marinho e atenuar as dificuldades dos pescadores profissionais desta nação afectada.

A estratégia pretende mobilizar a frota de pesca comercial para reduzir de forma expressiva a densidade populacional do invasor. Com este apoio financeiro directo, o governo espera reduzir os danos nas redes e travar a propagação descontrolada desta criatura, que afecta a biodiversidade local de forma preocupante.

Em baixo, encontra-se um vídeo do canal Euronews em Português no YouTube que aprofunda os pontos abordados neste tema:

Quanto paga o governo pela captura do peixe?

O programa definiu um valor exacto por cada quilograma do animal retirado do oceano. Esta remuneração compensa o trabalho adicional e os riscos assumidos pelos profissionais do mar, tornando o esforço ecológico numa actividade economicamente viável para toda a comunidade piscatória da região afectada.

O montante fixado é de cinco euros e trinta e três cêntimos por quilograma capturado. Este apoio ajuda a cobrir os prejuízos causados pelas redes destruídas pelas mandíbulas fortes, estimulando a remoção contínua deste perigoso animal, que ameaça seriamente o futuro da pesca comercial.

Detalhes do incentivo financeiro

Dados complementares

Estes são os principais pontos sobre os valores e as condições do plano grego:

  1. Pagamento de €5,33 por quilograma de baiacu-prateado capturado;
  2. Incidência principal nas ilhas mais afectadas, como Creta;
  3. Financiamento directo do governo para controlar a espécie invasora.

Porque é o baiacu-prateado considerado perigoso?

Para além das consequências económicas para a pesca, este animal representa um risco sanitário muito grave. A espécie contém no organismo uma substância altamente letal, que impede a venda e o consumo da sua carne por seres humanos em restaurantes, tornando a sua retirada do mar uma prioridade pública absoluta.

O composto tóxico presente nos tecidos do peixe pode provocar consequências graves em quem o ingere. Sem predadores nas águas mais quentes do Mediterrâneo, esta espécie perigosa multiplica-se livremente e ameaça afastar as espécies nativas, desequilibrando a frágil fauna de toda a bela região grega.

Os principais factores de risco associados à presença desta espécie invasora são os seguintes:

  • Presença de tetrodotoxina, uma toxina altamente perigosa no seu organismo;
  • Destruição agressiva de redes de pesca profissionais e perda de capturas;
  • Grave desequilíbrio ecológico devido à ausência de predadores naturais eficazes.

Como pode ser travada a expansão no Mediterrâneo?

O combate permanente a esta invasão requer acções coordenadas entre os governos e as comunidades piscatórias. O incentivo à captura é o primeiro passo de um plano mais abrangente, destinado a acompanhar continuamente a população do peixe e a proteger as zonas de reprodução das espécies nativas.

Só através da conjugação de esforços e da sensibilização dos pescadores profissionais será possível recuperar a segurança ambiental. O êxito deste projecto poderá servir de referência para outras nações afectadas, assegurando a preservação de todos os recursos e a sustentabilidade da actividade piscatória tradicional.

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