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Preço dos kiwis: embalados podem custar muito mais

Pessoa a escolher kiwis num supermercado, com várias frutas expostas e etiquetas de preço visíveis.

O kiwi é apreciado como uma bomba de vitaminas, entra em quase todos os carrinhos de compras e, à primeira vista, parece um produto corrente e barato. No entanto, uma pesquisa recente de preços em Itália deixa isso claro: quem pega sem pensar numa cuvete de plástico pode gastar rapidamente mais alguns euros por quilograma - apenas por causa da embalagem, da variedade e da imagem «premium».

A granel ou embalado: onde o preço do kiwi dispara

O estudo baseia-se em preços concretos de um grande supermercado e da respetiva loja online. A comparação incidiu sobre:

  • kiwis verdes vendidos a granel;
  • os mesmos kiwis em cuvete;
  • produtos de marca do segmento premium;
  • kiwis amarelos de uma categoria de preço superior.

A diferença mais evidente surge logo no produto padrão: o kiwi verde de marca própria. Vendido a granel, custa 2,98 € por quilo. Numa cuvete de 500 gramas, o preço por quilo sobe para 4,96 €.

«Quem escolhe uma cuvete em vez de kiwi a granel pode, no caso extremo, pagar até 50 por cento mais - por fruta praticamente igual.»

A explicação dos supermercados prende-se com o serviço de embalagem e, em alguns casos, com frutos de calibre ligeiramente maior. Ainda assim, para a carteira, trata-se de um aumento considerável.

Verde, amarelo, premium: a escalada dos preços do kiwi

A análise revela uma estrutura de preços bastante clara por patamares:

Tipo / marca Formato Peso por fruto Preço por kg
Verde – marca própria a granel 105–115 g 2,98 €
Verde – Agrintesa (online) rede, 1 kg 75–85 g 3,48 €
Verde – marca própria cuvete de 500 g 125–145 g 4,96 €
Verde – Dulcis cuvete de 440 g 105–115 g 6,77 €
Verde – Zespri cuvete de 500 g 115–125 g 7,96 €
Amarelo – Jingold cuvete de 450 g 115–125 g 8,78 €
Amarelo – Zespri SunGold cuvete de 450 g 150–175 g 10,78 €

No caso do kiwi verde, a diferença vai da opção económica vendida a granel até à cuvete de marca com preço acrescido. Entre a variedade verde mais barata e a mais cara, o fator é de cerca de 2,5. Em estudos semelhantes sobre maçãs foram identificados fatores até 6; por isso, os kiwis parecem um pouco mais «previsíveis» - mas a diferença continua longe de ser pequena.

Porque é que o kiwi embalado parece tão mais caro

A tentação na prateleira do supermercado é grande: cuvetes brilhantes, logótipos de marca e expressões como «especialmente doce» ou «premium». Porém, a análise mostra que os verdadeiros impulsionadores do preço não são tanto a película ou a cuvete de cartão, mas sim o marketing associado.

A especialista que avaliou os dados salienta que a própria embalagem tem apenas um peso secundário no preço final. O fator determinante é o chamado «posicionamento» no sortido. Ou seja, o retalho coloca deliberadamente determinados produtos num segmento de preço mais elevado, recorrendo ao nome da marca, ao design e a promessas de qualidade e sabor.

«A embalagem serve sobretudo de sinal de “premium” - justificando, assim, um preço mais alto na prateleira.»

Um kiwi verde de uma caixa a granel e outro numa bonita cuvete de marca podem, no limite, vir do mesmo produtor. Mesmo assim, o preço exibido na prateleira pode ser completamente diferente. Num exemplo, tanto o kiwi barato de marca própria como a linha mais cara «Dulcis» provêm do mesmo contexto de produção, mas oferecem uma «experiência» distinta: a Dulcis descreve-se como um kiwi verde sem a casca tipicamente peluda, com polpa muito macia e um sabor que combina acidez e doçura. Os clientes pagam claramente mais por esta promessa.

Kiwi amarelo: um segmento premium dominado pelas marcas

Enquanto o kiwi verde é visto como um produto básico, o kiwi amarelo consolidou-se como uma categoria claramente mais luxuosa. Nesta análise, os preços começam nos 8,78 € por quilo e ultrapassam os 10 € por quilo. Isto deve-se sobretudo a duas marcas conhecidas que trabalham com variedades próprias e patentes.

Os kiwis amarelos são considerados:

  • muito mais doces do que os verdes;
  • de polpa macia e sumarenta;
  • visualmente mais apelativos numa travessa de fruta;
  • frequentemente promovidos como «snack para crianças», por serem menos ácidos.

Por trás desta oferta há uma estratégia bem definida: variedades exclusivas, qualidade rigorosamente controlada e uma imagem de marca forte. É uma fórmula rentável para os produtores - e que faz soar mais alto a caixa registadora para os clientes.

Grau de maturação: quando os kiwis a granel têm limites

Outro aspeto que se faz sentir no mercado é o grau de maturação. O kiwi amadurece depois da colheita e precisa de algum tempo até ficar realmente macio e doce. Kiwis já bastante maduros são mais difíceis de vender a granel, pois ganham marcas de pressão mais facilmente quando são tocados e deterioram-se mais depressa.

Nestes casos, os supermercados recorrem frequentemente a cuvetes, nas quais os frutos ficam mais juntos e mais protegidos. Embora exista uma razão prática para isso, o resultado volta a ser um produto embalado na prateleira, com um acréscimo no preço por quilo.

O que os consumidores podem retirar da análise dos kiwis

Ao contrário do que acontece com algumas variedades de maçã, a prateleira dos kiwis não é assim tão confusa: existem essencialmente kiwis verdes e amarelos, além de alguns níveis de qualidade. Ainda assim, o preço varia muito - de pouco menos de 3 € por quilo para mais de 10 € por quilo.

Quem precisa de controlar o orçamento pode poupar bastante seguindo algumas regras simples:

  • A granel em vez de embalado: sempre que possível, vale a pena optar por fruta a granel. A diferença de preço chega facilmente aos 30 a 50 por cento.
  • Verificar o preço por quilo: olhar para a indicação pequena na prateleira revela de imediato quanto custa realmente a cuvete.
  • Definir a utilização: para batidos ou salada de fruta, o kiwi verde mais barato costuma ser suficiente. Para sobremesa ou como snack, pode optar-se pelo amarelo, se assim se pretender.
  • Testar a maturação: o kiwi deve ceder ligeiramente à pressão, sem estar mole demais. Quem quiser guardá-lo deve escolher frutos mais firmes e deixá-los amadurecer em casa.

Como os preços dos kiwis afetam o dia a dia

Sobretudo as famílias ou as pessoas que consomem muita fruta fresca sentem bem estas diferenças. Quem compra um quilo de kiwis por semana paga, ao longo de um ano, entre cerca de 150 € e mais de 500 € - consoante a variedade e o formato de embalagem. Numa altura de preços elevados dos alimentos, não é um pormenor insignificante.

Há ainda a dimensão ambiental: os kiwis a granel dispensam a cuvete de plástico adicional. Ao escolher deliberadamente produtos não embalados, não só se protege o orçamento como também se reduz a quantidade de resíduos.

Dicas práticas para comprar kiwis

Na próxima ida à zona da fruta e legumes, algumas regras práticas podem ajudar:

  • Olhe primeiro para a fruta e só depois para o marketing - logótipos grandes raramente significam automaticamente melhor qualidade.
  • Se possível, toque em dois ou três frutos: os kiwis firmes são adequados para guardar, enquanto os mais macios devem ser consumidos de imediato.
  • Tenha presente a diferença de preço entre o kiwi verde a granel e o kiwi amarelo embalado, comparando-a com a utilização prevista.
  • Veja as variedades amarelas mais como uma «especialidade» ocasional do que como fruta habitual ao pequeno-almoço.

Quem se habituar um pouco a estas estratégias notará a diferença ao olhar para o talão de compra. O kiwi continuará, assim, a ser aquilo que muitos procuram: um snack saudável - sem custos escondidos de truques inteligentes de embalagem e cuvetes brilhantes.

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