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Como conduzir um carro com atrelado: regras essenciais

SUV BMW preto estacionado em interior com vista para cidade iluminada ao entardecer.
Neste artigo
  1. Uma questão de peso
  2. Matrícula no atrelado? Depende do peso
  3. Sem luzes? Não pode circular
  4. Homologado mas não para todo o lado
  5. E a velocidade?

Para transportar um barco, uma mota ou uma caravana, ter uma “bola de reboque” não chega para conduzir um carro com atrelado.

Há várias normas a respeitar, desde as aplicáveis ao condutor e ao automóvel até às que dizem respeito ao próprio atrelado, se quiseres evitar “dissabores”.

Neste artigo, mostramos-te quais são essas regras e como conduzir um carro com atrelado de forma legal e segura.

Uma questão de peso

Ao conduzir um carro com atrelado, a primeira questão a considerar é o peso. Há três valores fundamentais: o peso do carro, o do atrelado e, naturalmente, o peso máximo rebocável.

Como sabes, a carta de condução de ligeiros, da categoria B, autoriza a condução de veículos a motor com peso bruto até 3500 kg e capacidade para transportar, no máximo, nove pessoas, incluindo o condutor.

No que respeita ao reboque, este pode ter 750 kg de peso bruto ou um valor superior, desde que o peso bruto total do conjunto carro/reboque não exceda os 3500 Kg.

Se o peso bruto do conjunto estiver entre 3500 kg e 4250 kg, será necessário obter a carta de condução da categoria B+E.

Matrícula no atrelado? Depende do peso

Continuando no tema dos pesos, um atrelado com peso bruto até 300 kg não necessita de matrícula própria. Porém, se esconder a matrícula do automóvel que o reboca, a matrícula do carro deverá igualmente ser afixada na parte traseira do atrelado.

Quando o atrelado ultrapassa os 300 kg de peso bruto, passa a ser obrigatório dispor de matrícula própria, Documento Único Automóvel (DUA) e seguro.

Caso tenha peso bruto igual ou superior a 750 Kg e não superior a 3500 Kg, terá também de comparecer à inspeção periódica obrigatória. A primeira realiza-se dois anos depois da data da primeira matrícula e as seguintes são anuais.

Este vídeo recorda porque é tão importante conhecer o peso máximo rebocável:

Sem luzes? Não pode circular

À semelhança dos automóveis que andam na estrada, os atrelados também têm de contar com um conjunto de luzes obrigatório para poderem circular.

Por isso, caso o atrelado tenha mais de 1,6 m de largura ou seja mais largo do que o veículo trator, deverá possuir duas luzes de presença brancas na dianteira.

Na traseira, são exigidas uma luz de matrícula, duas luzes de presença vermelhas, duas luzes de travagem vermelhas - exceto se as do carro estiverem totalmente visíveis -, luzes de mudança de direção e, nos reboques matriculados após 27 de maio de 1990, uma luz de nevoeiro.

A parte traseira dos reboques deve ainda incluir dois refletores vermelhos triangulares. Nas laterais, os reboques matriculados depois de 30 de setembro de 1994 têm de dispor de refletores âmbar não triangulares.

Por último, no que toca à iluminação, é obrigatória uma ficha elétrica de 13 pinos que possibilite a existência de luz de marcha-atrás.

Homologado mas não para todo o lado

Talvez não saibas, mas a homologação dos reboques tem validade nacional. Isto significa que, se quiseres conduzir um carro com reboque noutro país, deves confirmar se o destino reconhece a homologação emitida em Portugal.

Felizmente, muitos fabricantes de atrelados vendem modelos com homologações distintas para vários países. Ainda assim, importa confirmar se o teu reboque cumpre este requisito no país, ou nos países, para onde vais viajar.

E a velocidade?

Para terminar, não podíamos abordar as regras para conduzir um carro com atrelado sem recordar os limites de velocidade aplicáveis nestas situações.

Embora nas localidades o limite se mantenha nos 50 km/h, o mesmo não sucede nas restantes vias.

Nas estradas nacionais, por exemplo, o limite baixa para 70 km/h; nas vias reservadas a automóveis e motociclos, é de 80 km/h; e, nas autoestradas, fixa-se nos 100 km/h.

Neste momento

Inês Margarida Correia

Inês Margarida Correia é engenheira alimentar e consultora em processos de panificação e confeção em forno, com especialização em fornos tradicionais e controlo de temperatura e humidade. No sitiodoforno, partilha conhecimento sobre técnicas de cozedura, manutenção de fornos e receitas que valorizam a tradição portuguesa com rigor técnico. Interessa-se particularmente por fermentações, lenha e eficiência energética aplicada à cozinha.

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