Saltar para o conteúdo
Notícias

Tábua de corte de madeira ou plástico: qual escolher para a cozinha?

Pessoa a cortar peito de frango numa tábua branca, com tomate e ervas numa tábua de madeira numa cozinha iluminada.
Neste artigo
  1. Quais são as diferenças entre tábua de corte de madeira e de plástico?
  2. Qual tábua é mais indicada para cada tipo de alimento?
  3. Como higienizar correctamente tábuas de madeira e de plástico?
  4. Quando trocar a tábua de corte para manter a segurança na cozinha?

A escolha da tábua de corte para a cozinha é muitas vezes vista como um pormenor, embora tenha impacto directo na segurança alimentar. A madeira e o plástico têm vantagens e limitações próprias em termos de higiene, resistência e cuidados necessários; usá-los de forma complementar no quotidiano contribui para diminuir o risco de contaminação e para conservar o sabor e a textura das preparações.

Quais são as diferenças entre tábua de corte de madeira e de plástico?

A tábua de corte de madeira destaca-se pela solidez, pela estabilidade e por desgastar menos as facas. As versões em madeiras duras, como bambu, teca ou jatobá, suportam bem uma utilização intensiva. No entanto, requerem cuidados com a humidade, que pode favorecer microrganismos e provocar deformações no material ao longo do tempo.

Por sua vez, a tábua de corte de plástico, habitualmente fabricada em polietileno ou polipropileno, é menos porosa, tolera lavagens repetidas e pode ser colocada na máquina de lavar loiça. Ainda assim, a utilização acaba por criar sulcos profundos capazes de reter restos de alimentos e bactérias, pelo que uma limpeza rigorosa e a substituição regular se tornam ainda mais necessárias.

Qual tábua é mais indicada para cada tipo de alimento?

Para reforçar a segurança, é comum separar as tábuas conforme a categoria de alimento, reduzindo assim a possibilidade de contaminação cruzada entre produtos crus e alimentos prontos a consumir. Para a rotina doméstica, a combinação de uma tábua de plástico com uma de madeira costuma ser suficiente.

Estas são as utilizações aconselhadas para cada material, tendo em conta a higiene, os odores e a facilidade de limpeza diária:

  • Carnes cruas (bovinas, suínas e aves): devem ser preferencialmente cortadas em tábuas de plástico, que suportam água quente e desinfectantes com maior segurança.
  • Peixes e mariscos: o plástico é igualmente recomendado, pois, quando correctamente higienizado, facilita a eliminação de odores persistentes.
  • Fruta, legumes e verduras: a madeira é uma boa escolha, graças à superfície firme que ajuda a obter cortes mais precisos.
  • Pão, queijo e alimentos prontos: a madeira é geralmente a opção preferida, incluindo para cortar e servir directamente à mesa.

Como higienizar correctamente tábuas de madeira e de plástico?

A lavagem correcta é o factor mais relevante para a segurança, até mais do que a escolha do material. Um simples enxaguamento rápido não elimina os resíduos retidos em ranhuras ou superfícies porosas, criando condições favoráveis à multiplicação de bactérias.

Nas tábuas de plástico, o aconselhável é lavar imediatamente depois de usar, com água corrente e detergente neutro, esfregando cuidadosamente com uma esponja ou escova. Depois, deve enxaguar abundantemente e, sempre que possível, recorrer a água quente ou à máquina de lavar loiça. Quanto às tábuas de madeira, não devem ficar de molho: retire os restos com uma espátula, lave com água e detergente, enxagúe, seque de imediato e deixe num local arejado. De tempos a tempos, pode também aplicar óleo mineral próprio para uso alimentar.

Quando trocar a tábua de corte para manter a segurança na cozinha?

A utilização diária deixa em qualquer tábua marcas de faca, pequenas lascas e deformações, tornando a limpeza menos eficaz. Verificar o estado da superfície permite perceber quando é altura de a substituir e evita continuar a usar peças excessivamente desgastadas.

Sulcos muito profundos, odores que permanecem após a lavagem, fissuras na madeira ou empenos no plástico são sinais de que a substituição já não é opcional. Nas cozinhas onde se preparam muitos alimentos crus, sobretudo carne e peixe, esta troca tende a ser mais frequente, fazendo da tábua uma verdadeira aliada da segurança alimentar, e não apenas uma base para cortar.

Neste momento

Inês Margarida Correia

Inês Margarida Correia é engenheira alimentar e consultora em processos de panificação e confeção em forno, com especialização em fornos tradicionais e controlo de temperatura e humidade. No sitiodoforno, partilha conhecimento sobre técnicas de cozedura, manutenção de fornos e receitas que valorizam a tradição portuguesa com rigor técnico. Interessa-se particularmente por fermentações, lenha e eficiência energética aplicada à cozinha.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário